jornada de trabalho: por que a 6x1 voltou ao centro das atenções
a proposta de fim da escala de 6×1 ganha novo impulso no Senado

A proposta de fim da escala 6×1 voltou a ganhar destaque após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicar que a votação será postergada para depois das eleições. O PT mantém a estratégia de pressionar o Congresso sem criar novos embates com Alcolumbre. O tema continua em alta, com mais de 70% dos brasileiros favoráveis.
Por que a 6x1 voltou ao centro das atenções
Em 05/09/2026, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala 6×1 só será votada no plenário depois das eleições de outubro. A decisão ocorreu após a última rodada de votações no Congresso, quando senadores da ultradireita impediram temporariamente a aprovação da PEC.
Estratégia do PT diante do adiamento
Apesar do adiamento, o PT não pretende aumentar a pressão sobre o Congresso. A estratégia é manter o discurso de que o governo quer votar a proposta o quanto antes, mas evitar transformar o adiamento em um novo embate com o presidente do Senado. Desde o ano passado, a comunicação petista vinha explorando a ideia de que o Congresso é inimigo do povo. Agora, o alvo passou a ser o bolsonarismo, especialmente o PL de Flávio Bolsonaro, que apresentou a PEC da 7×0 e usa a obstrução para dificultar o avanço da proposta.
Alianças e negociações antes das eleições
Lula se reaproximou recentemente do presidente do Senado na tentativa de destravar pautas do governo antes da eleição. A avaliação é que, depois de reconstruir pontes, não faria sentido comprar uma nova briga por causa de uma votação que ainda depende de acordo entre os parlamentares. Assim, mesmo que a PEC não seja votada antes das eleições, o governo prefere preservar a relação com Alcolumbre e manter a narrativa de que a resistência está entre o bolsonarismo.
Progresso legislativo e apoio popular
Apesar das manobras da ultradireita, a proposta continua sendo prioridade para o Governo Federal e para o Partido dos Trabalhadores. Em 04/09/2026, Lula elogiou os avanços no debate legislativo e listou vitórias recentes, como a aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e o fim da chamada “taxa das blusinhas”. A medida provisória que permite zerar a cobrança de impostos federais sobre compras internacionais online de até 50 dólares também foi enviada ao parlamento em maio. Segundo pesquisa do Instituto DataFolha, mais de 70% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1.
Próximos passos no Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou que a PEC será votada após as eleições de outubro, em resposta ao senador Paulo Paim. A líder do Governo Lula no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as articulações continuam para fazer a pauta avançar, com o objetivo de aprovar a PEC antes do segundo turno das eleições, previsto para 25 de outubro. O líder do Governo Lula no Congresso, Randolfe Rodrigues, atribuiu o esvaziamento da votação da PEC à ultradireita, destacando a articulação do senador Flávio Bolsonaro e do líder da oposição, senador Rogério Marinho. Ele garante que a PEC será apreciada pelo plenário do Senado antes de novembro, com a expectativa de votação até o final de outubro.
Com a aprovação da PEC na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e a continuidade das negociações, a jornada 6×1 permanece em foco, enquanto o governo busca equilibrar pressão política e preservação de alianças antes das eleições.
Com informações de O GLOBO, Partido dos Trabalhadores, Senado Federal.
Fonte: O GLOBO, Partido dos Trabalhadores, Senado Federal