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Gloria Steinem morre aos 92 anos e deixa legado feminista

A fundadora da revista Ms. faleceu em Nova York, cercada por quem a admirava

Daniele Morais
3 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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Gloria Steinem morre aos 92 anos e deixa legado feminista
Imagem: "St.Gallen city skyline aerial view from rooftop (49025392338)" by Nenad Stojkovic is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/li

Gloria Steinem faleceu serenamente em sua casa em Nova York, cercada por pessoas que a amavam, na quarta-feira (2) de setembro de 2026. A notícia, divulgada pela própria fundação da escritora, gerou grande repercussão ao marcar o fim de uma vida dedicada ao feminismo e à igualdade de gênero.

O que a morte de Gloria Steinem representa para o movimento feminista

Steinem foi uma das principais figuras da segunda onda do feminismo, usando o jornalismo para trazer à tona temas como direitos reprodutivos, igualdade salarial e violência doméstica. Sua atuação ajudou a transformar o debate sobre “questões femininas” em pauta política e cultural nos Estados Unidos.

Contribuições jornalísticas e a criação da revista Ms.

Em 1971, ao lado de Dorothy Pitman Hughes, Steinem cofundou a revista Ms., a primeira grande publicação de propriedade e direção feminina. A revista abordou temas antes considerados tabus, como aborto, sexualidade e participação política das mulheres, influenciando gerações de leitoras e leitoras.

Organizações e iniciativas fundadas por Steinem

Além da Ms., Steinem ajudou a criar o National Women's Political Caucus, a Coalition of Labor Union Women, o Women's Media Center e a Ms. Foundation for Women. Ela também instituiu o Dia de Levar Nossas Filhas ao Trabalho, que se espalhou globalmente como forma de combater estereótipos de gênero.

Reconhecimento e legado internacional

Em 2013, o então presidente Barack Obama concedeu a Steinem a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta honraria civil dos Estados Unidos. Seu rosto e nome tornaram-se símbolos globais da luta pelos direitos das mulheres, inspirando filmes, documentários e peças de teatro que narram sua trajetória.

Como a memória de Steinem pode inspirar o Brasil

Embora sua atuação tenha sido centrada nos Estados Unidos, as causas defendidas por Steinem – igualdade salarial, combate à violência contra a mulher e direito ao aborto – são igualmente relevantes no contexto brasileiro. Organizações feministas no Brasil continuam a citar seu exemplo ao promover campanhas de conscientização e ao pressionar por mudanças legislativas.

Com informações de Folha de S.Paulo, CBN, CNN Brasil.

Fonte: Folha de S.Paulo, CBN, CNN Brasil

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